sábado, 25 de dezembro de 2010

Conexões Conflituosas







Vídeo produzido durante a disciplina Educação e Tecnologias Contemporâneas Faced/UFBA - 2010.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Moral nobre e moral escrava


Aqui, Nietzsche traça, com seu estilo direto e irreverente, as características que demarcam os dois tipos de vida, representados pelas duas morais: a nobre (ou dos senhores) e a escrava.









Numa perambulação pelas muitas morais, as mais finas e as mais grosseiras, que até agora dominaram e continuam dominando na terra, encontrei certos traços que regularmente retornam juntos e ligados entre si: até que finalmente se revelaram dois tipos básicos, e uma diferença fundamental sobressaiu. Há uma moral dos senhores e uma moral de escravos; acrescento de imediato que em todas as culturas superiores e mais misturadas aparecem também tentativas de mediação entre as duas morais, e, com ainda maior freqüência, confusão das mesmas e incompreensão mútua, por vezes inclusive dura coexistência até mesmo num homem, no interior de uma só alma.

As diferenciações morais de valor se originaram ou dentro de uma espécie dominante, que se tornou agradavelmente cônscia da sua diferença em relação à dominada, ou entre os dominados, os escravos e dependentes de qualquer grau. No primeiro caso, quando os dominantes determinam o conceito de "bom", são os estados de alma elevados e orgulhosos que são considerados distintivos e determinantes da hierarquia. O homem nobre afasta de si os seres nos quais se exprime o contrário desses estados de elevação e orgulho: ele os despreza. Note-se que, nessa primeira espécie de moral, a oposição "bom" e "ruim" significa tanto quanto "nobre" e "desprezível"; a oposição "bom" e "mau" tem outra origem.

Despreza-se o covarde, o medroso, o mesquinho, o que pensa na estreita utilidade; assim como o desconfiado, com seu olhar obstruído, o que rebaixa a si mesmo, a espécie canina de homem, que se deixa maltratar, o adulador que mendiga, e, sobretudo, o mentiroso - é crença básica de todos os aristocratas que o povo comum é mentiroso. "Nós , verdadeiros" - assim se denominavam os nobres da Grécia antiga.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Kwanzaa



O Kwanzaa é uma celebração afro–americana que tem início no dia 26 de Dezembro e fim em 1 de Janeiro de cada ano. Kwanzaa é uma palavra africana derivada da frase kiswahili "matunda ya kwanza". Na África tradicional Kwanzaa representa as primeiras colheitas.

O Kwanzaa envolve a reflexão sobre sete princípios básicos: a valorização da comunidade, das crianças e da Vida. Esta palavra significa "o primeiro, no início" ou, ainda, "os primeiros frutos", e pertence a tradições muito antigas das celebrações das colheitas na África. E foi ela a escolhida para representar esta celebração inventada por um homem, há 34 anos. Maulana Karenga é um professor e ativista negro, atual director do Departamento de Estudos Negros da Universidade da Califórnia.

Toda a celebração e os rituais da Kwanzaa foram concebidos após as famosas e terríveis revoltas de Watts, em 1966. Ele buscou em remotas tradições africanas valores que fossem cultivados pelos negros americanos naqueles terríveis dias de lutas pelos direitos civis, de assassinatos de seus principais líderes e que, não sendo religiosos, pudessem atrair - como atraíram - todas as igrejas de todas as comunidades negras em todo o país e, no futuro, pelo mundo fora. Karenga organizou a Kwanzaa em torno de 5 actividades fundamentais, comuns às celebrações africanas da colheita das primeiras frutas:

  • a reunião da família, de amigos, e da comunidade

  • a reverência ao criador e à criação, destacadamente a acção de graças e a reafirmação dos compromissos de respeitar o ambiente e "curar" o mundo

  • a comemoração do passado honrando os antepassados, pelo aprendizado de suas lições e seguindo os exemplos das realizações da história

  • a renovação dos compromissos com os ideais culturais mais altos da comunidade como a verdade, justiça, respeito às pessoas e à natureza, o cuidado com os vulneráveis e respeito aos anciões

  • a celebração do "Bem da Vida" que é um conjunto de luta, realização, família, comunidade e cultura

Karenga, diz que, "a Kwanzaa é celebrada através de rituais, diálogos, narrativas, poesia, dança, canto, batucada e outras festividades". Estas atividades devem demonstrar os sete princípios, Nguzo Saba em Suaíli:

  • umoja (unidade)

  • kujichagulia (autodeterminação)

  • ujima (trabalho coletivo e responsabilidade)

  • ujamaa (economia cooperativa)

  • nia (propósito)

  • kuumba (criatividade)

  • imani (fé)

A cada dia uma vela de cor diferente deve ser acesa num altar onde são colocadas frutas frescas, uma espiga de milho por cada criança que houver na casa. Depois de acesa a vela, todos bebem de uma taça comum em reverência aos antepassados, e saúdam com a exclamação “Harambee”, que tanto significa "reúnam todas as coisas" como "vamos fazer juntos". A grande festa é a de 1 de janeiro, quando há muita comida, muita alegria e onde cada criança deve ganhar três presentes que devem ser modestos: um livro, um objecto simbólico e um brinquedo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Feito por nós mesmo!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Segredo da Harmonia



Essas são algumas imagens da gravação do vídeo clipe da musica Segreda da Harmonia, do grupo de RAP Versu2. As fotografias ficaram por conta de Fernando Gomes que registrou esses momentos na área core da cidade de Salvador. Para assistir o vídeo basta clicar AQUI.














quarta-feira, 8 de setembro de 2010


Pensando o conhecimento científico atrelado à educação




A elaboração desse texto é idealizada a partir do texto da Professora Maria Helena Silveira Bonilla, intitulado de: A práxis pedagógica presente e futura e os conceitos de verdade e realidade frente às crises do conhecimento científico no século XX. Esse texto pode ser baixado clicando AQUI.

É um texto que me contemplou já no primeiro parágrafo quando é feito uma citação, de uma das minhas maiores referencia dentro e fora da Geografia, é uma citação extraída do livro, Por Uma Nova Globalização do professor Milton Santos, numa tentativa de evidência o dinamismo nos processos de transformações cientificas e tecnológicas, num âmbito globalizado onde as relações sociais adquirem caracteres específicos, conforme seu período histórico.

O questionamento chave talvez seja saber onde a Escola está inserida nessa rede de relações, com os seus paradigmas de concepções mecanicistas e tradicionais, fundamentadas numa noção de ordem que molda o pensamento e a ação humana que não mais nos cabe a restringir-mos, como outrora ocorria em outras sociedades arquitetadas em bases filosóficas e religiosas.

Bonilla ainda nos permite pensar que o ideal é que se pense na ciência e na tecnologia nessa Nova Cosmovisão que assume um caráter de relação interativa entre homem e natureza.



quarta-feira, 25 de agosto de 2010


É interesse de quem incluir digitalmente toda a população?




Fica o questionamento para que se possa refletir, compreender e analisar o caso. Não me preocupo com o que vem a ser o mundo, daqui à algumas décadas ou séculos. Entretando, me utilizo da imaginação para “criar” paisagens futuras, pensar o comportamento humano, os espaços que são criados e recriados num mundo que a cada instante se torna globalizado e globalizante... O que a carreta uma série de consequencias e situações perversas, pra uns, e prazeres para outros.


Na conjuntura contemporante, o “digital”, a internet, o progresso tecnológico em si, torna as pessoas reféns com poucas alternativas, quando se têm, de pertencer a algum lugar sem se apropriar das modernas tecnologias, às quais são “obrigados” a consumir. Consumo esse que pode ser por vaidade, pelo sentimento de pertencer a esse mundo, ou ainda por necessidades que são criadas para estimular ou justificar esse tal consumo.


O Sistema de Educação se apropriou e se aprópria com uma certa intensidade desses meios tecnológicos como um catalizador para o sistema de aprendizagem. Isso é bom! As possibilidade decorrentes daí são ricas, atrativas, mas o perigo surge quando isso se torna viciante, quando ficamos aprisionados e necessitando mais, e mais, de novas tecnológias que facilitam nossas vidas... Pensar em inclusão digital é necessário, mas ai de se ter cuidado no entendimento do todo, não se pode apenas querer incluir. É indispensável a compreensão dessa conjuntura de forma não superficial.

E enquanto essa compreensão não me contempla, fico aqui entretido com a mistura entre o Real e o Virtual. Numa nova perspectiva denominada Realidade Aumentada.