quinta-feira, 10 de junho de 2010

Cuiabá







Quase deixo passar em branco a minha estadia em Cuiabá, e isso não é legal, talvez seja mais legal que a própria cidade, que por sua vez não me atraiu em momento algum... É uma cidade pequena, territórialmete falando, mas possui uma infra-estrutura digna de casas de bonecas, é tudo bem organizado, limpo e possui um clima singular diferente de tudo que presenciei antes, quando faz frio, nos sentimos nas olimpíadas de inverno, já quando faz calor, nos sentimos no núcleo da Terra. A alternância climática se dá da noite pro dia, de forma muito brusca, o que pode acarretar algumas complicações para o organismo,não acostumado com essa variabilidade.


Não me identifiquei com a população, tentava me ver inserido na cidade, mas nada me contemplava e isso me angustiava... Houve um momento que um tiozinho me perguntou seu eu era de Angola, fiquei pasmo, e em fração de segundos entrei em conflito comigo mesmo e percebi onde eu estava, agora de uma forma mais intensa, e logo na sequência perguntei qual o motivo da pergunta, mas sem querer saber a resposta... A população preta por lá é imperceptível, uma resalva são os estudantes que fazem intercâmbio na UFMT, que são de alguns países africanos, e do Haiti, os quais tive um certo contato.


Pra quem gosta de musica sertaneja e baladinha eletrônica lá é o melhor, só vi isso... Tentei, juntamente com uns amigos, entrar em uma festa sertaneja que havia por lá, num bar de nome Chorinho, mas havia muita burocracia e restrições, logo percebemos que não eramos bem vindos e abortamos amissão.


Gostei, em parte, da parcela da população a qual tive tempo de estabelecer algum tipo de dialogo, é uma raridade ver o povo na rua, mesmo durante o dia, acho que são muito reservados, ma são educados e isso é bom. Diferente de Salvador, em Cuiabá o números de mendigagem é muito baixo, não me recordo de ver o povo pobre/miserável nas ruas da capital do Masto Grosso. Senti falta de ver o povão, mesmo na sua área core não pude observar essa parcela da população, eles escondem bem escondido.


Cuiabá não é tão atrativo,quando se está acostumado com a vida vadia e babilônica de salvador, existem alguns atrativos turísticos de caráter natural que atraí muita gente pra essa região do Pantanal, como o próprio Parque Nacional do Pantanal e a Cachoeira da Geladeira (Chapada dos Guimarães), pra quem gosta é interessante conhecer.


O que mais me deixou pensativo foi saber que existe um centro de recuperação para comedores compulsivos, acreditem! E o que mais me frustrou foi saber que estava perto da Bolívia e não ter a oportunidade de sair do pais!





sexta-feira, 4 de junho de 2010

Em breve retomo as atividades aqui!



A questão é que tenho muito tempo ocioso, e assim não me acontece muitas coisas, os dias e acontecimentos são repetitivos e fico sem ter o que explanar para vocês, leitores, mas as coisas estão mudando... Logo mais retorno com insanidades.

terça-feira, 4 de maio de 2010


O baba under virou Gang!





Próximo domingo, vai haver mais uma edição do Baba Underground que acontece quando se tem vontade e coragem para marcar, sempre aos domingos, na praia de patamares, às 10h.

Esse edição é especial, é uma idéia do Mc Spock de fazer dois times, um representando a gang do Notoriuns e o outro representando a trupe do 2 PAC, por isso houve a necessidade de fazer um Baba GANG, porém nos próximos eventos retornaremos no formato original, UNDER. O evento é aberto ao público, mas não pode colar inimigo se não a coisa fica agressiva.

Contamos com a presença de vocês. E saiba que não é necessário saber jogar, pois lá já tem quem faça isso por vocês.



Uma realização dos BP e OP.



Raiv, Spock, Filó, Johnny, Pherd, Roga, Cabeça, Diego, Spiga, Rima, Neto, Tosco, Man-Duim, Pacato...

E mais uns 4mil moloca de salvador e adjacências que fortalecem o evento.


sábado, 24 de abril de 2010

Tenho raiva de vocês





Não me agrada ter que olhar para vocês, saber que vocês existem, e o pior de tudo é não conseguir abstrair a vossa existência que tanto me desassossega. O descaso de vocês é clichê para mim, eu detesto vocês com todas as minhas forças, queria pulverizar um por um, ainda assim não me sentiria bem, pois só em saber que vocês existem e fizeram o que fez (vem fazendo) isso anula todas as possibilidades de me sentir bem, por completo. Queria não poder alimentar esse rancor que vive em processo de erupção, alimentando minhas ações mais insanas e perversas, que por sua vez, sempre esteve presente em mim, e por culpa de vocês que me fizeram ver, sentir, ouvir e pensar o que não desejava, em essência.

O tempo passa, a vontade cresce e continuo ojerizando vocês, minhas inquietações são expressas e observadas em linhas e feições onde muitas vezes a subjetividade oculta e confunde a real objetividade do que lhes falo. Mas é isso, detesto-os e toda sua conjuntura de falsa devoção “euroessencizada” que nos perturba cotidianamente.

sexta-feira, 16 de abril de 2010




Artigo avaliado e aceito para compor a programação do VI ENECULT – 2010, que será realizado entre os dias 25 e 27 de Maio, na Reitoria da UFBA e na FACOM (Faculdade de Comunicação).

Em breve estarei disponibilizando a data e horário exato da apresentação para quem tiver interesse de assistir as explanações que irei fazer sobre a pesquisa que desenvolvi ao longo de 2009. Provarei que o RAP não é apenas o que você pensa!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A cidade deles





É na dualidade das veias extensas da cidade deles, no turno mais eficiente, onde a captação dos detalhes é vista com maior precisão, que se entende o que se faz com os indivíduos, durante o outro turno, oposto a calmaria que vem logo após o crepúsculo. São nessas veias de concreto e betume que afloram o subterrâneo urbano, nas madrugadas as quais se vivem as vidas, sem pudor, na mais pura emoção mundana possível sem preocupações com o amanhã, nem com o agora, chamo isso de fuga, algo que se faz necessário.

No subterfúgio da cidade deles é onde se percebe a conseqüência de infinitas ações programadas, ou até mesmo da falta delas, que põem muitos indivíduos a beira da mais perversa insanidade comportamental, comportamento tão cruel que os levam a morte, por muitas vezes. Mas, não passam de números para eles, dessa forma os acontecimentos que rege o turno temido, obscuro e silencioso que tanto me intrigam e fazem com que eu reaja de alguma forma, fazendo meus textos ou até mesmo metamorfoseando meu comportamento.

Aquela cidade deles de outrora, continuam a mesma, mesma perversidade que afligi uma infinidade de seres, e acaricia o ego de uma minoria dissimulada que pensam ser os donos de algo que nem existe. A cada dia mais os transeuntes noturnos me instigam a saber o que se passa na ótica de cada um, no que diz respeito a cidade. Um dia vou tornar minha cidade fictícia em objeto palpável, sem me preocupar com eles, e deixar eles com cólera, pois é como aquela velha história "O machado esquece; a árvore recorda”.