sábado, 18 de outubro de 2008


O blog é meu

O blog é meu, não adianta você ficar falando mal ou querer mudar a forma a qual eu escrevo, tentando impor o que você acha que está certo. Transcrevo meus sentimentos e o que vivencio de uma forma tão lírica que apenas os verdadeiros se identificam, e eu tenho certeza que são poucos, e sem esse papo de querer ser humilde pra cima de mim, não cola!

Falador, olho grosso, invejoso passa mal mesmo, não tenho culpa se meu brilho avulta em detrimento do seu, se é que você tem, e se o blog é meu o deixo da forma que me convier, mas nada de ficção, pois o mundo que eu vivo não é historinha em quadrinho nem filme de Hollywood.

Bola pra frente, não vou dá ibope pra quem tenta atrasar sem nunca ter feito nada por si. O Vira-Lata está com raiva e se continuar a vacilar vou te derrubar do ringue, vou fazer isso por mim e por você.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008


Cartola o Eterno


Angenor de Oliveira (Cartola), o melhor sambista do Brasil estaria completando 100 anos do dia 11 de outubro de 2008. Suas canções poéticas me fazem transcender, elevar os meus pensamentos as coisas mais simples, sempre em busca da felicidade. A simplicidade presente nas poesias do Cartola vem encantando gerações, mas só pra aqueles que entendem de musica.

Apesar do grande sucesso de seus sambas, Cartola morre pobre, morando numa casa doada pela prefeitura do Rio de Janeiro.

Confere algumas musicas ai, é só clicar no link a baixo:
http://www.myspace.com/cartolaangenor

sábado, 4 de outubro de 2008


Desocupado


A falta do que fazer me faz escrever, nem sei o que escrever, mas vou digitando meus pensamentos que afloram paulatinamente transformando o ócio num momento de produtividade.

Me lembro de um dia em que uns amigos meu inventaram de discutir sobre o NADA, essa é a verdadeira falta do que fazer mesmo, decidiram dar uma definição para o nada . Foram feitas algumas reuniões para tentar chegar a uma acepção comum, mas era difícil, porém tentamos. No dia posterior a essa primeira reunião alguém me apareceu com um livro com 326 paginas que falava do NADA, isso já é loucura, mas é a verdade um livro denso que tentava fazer uma explanação sobre o nada.

Entre essa galera tinha estudantes de Filosofia, Geografia e da área de exatas (ciências duras) Matemática e Engenharia. Foi feito um vídeo em três capítulos, confesso pra vocês que não passou de teorização e propostas absurdas, mas foi divertido. A culpa dessa vez não foi da cachaça e sim da falta do que fazer.


O nada não é tão agradável e indispensável quanto a fotossíntese, mas nos faz pensar, essa é parte mais interessante, podemos “ir as nuvens” ter o que nunca tivemos, mas um dia saio do abstrato e conquisto de forma concreta.



quinta-feira, 18 de setembro de 2008

AC - 071 Crew


A cidade


Umas das primeiras civilizações a ser intitulada como cidade foi a Babilônia, uma população que se desenvolveu as margens dos rios Tigre e Eufrates, onde hoje é o Iraque, babilônia atual, no Oriente Médio.

Deixando um pouco a historiografia mundial, e enfatizando a cidade a qual vivemos, ou melhor, sobrevivemos vus falo que a cidade atual é uma eterna Babilônia regada pelo poder capitalista de forma perversa, mas essa perversidade é direcionada para uma grande parte da população que permanece oprimida. Mas já me cansei de falar disso de ser um “Revolucionário” ou algo do tipo, não sonho mais com isso, quero ostentação, melhor dizendo, aparato de Sobrevivência, pra mim e para meus chegados.


O grafitte do Artista Plástico Anderson Cunha (071 – Crew), intitulada por mim de A Cidade, nos faz perceber que a cidade se tornou um mostro que cresce verticalmente e horizontalmente. Seria magnífico que a teorização do professor Milton Santos a respeito da Globalização fosse posta em pratica, uma outra Globalização é necessário.

Lhes confesso queria não queria escrever esse texto de uma forma sintética, mas não tem condições, falar da cidade é complexo, porém satisfatório ao mesmo tempo, e se eu me prolongar meu blog se tornará chato e ninguém vai ler.







quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Dor de Cabeça


Se vocês acham que minha dor de cabeça é preocupação com a vida, sociedade ou até mesmo com a merda da política, vocês estão enganados por demais, eu to é com fome. Não sou nenhum vegetal, pois se eu fosse eu estaria bem nutrido, porque o dia hoje foi regado de a água e sol, sem falar na aula de Pedologia (Estudo do solo), elementos indispensáveis para fazer fotossíntese.

Amo a fotossíntese, não porque seja vegetariano, é porque ela é indispensável para a purificação do ar, ela é massa, diminui o nível de CO² (Gás Carbônico) da atmosfera, entre outras funções ela também proporciona o desenvolvimento das plantas. Tem plantas que curam a dor de cabeça, um chá sempre é bem vindo, com uma essência que perfuma o ar e nos faz ter inspiração para encarar o que chamam de vida.

O que seria da vida se não houvesse as dores de cabeça? Prefiro nem imaginar, pois são elas que fazem acontecer os momentos de contemplação e transcendência mental.

sábado, 23 de agosto de 2008

Todo mundo diz ser MC

Tem uns malucos que são indigestos até umas hora, aderem o movimento Hip Hop por modismo e agora vem querendo pesar pra cima de mim que assimilei a parada a 12 anos, quando chapei ao ouvir o LP Holocausto Urbano – Racionais mc’s. Todavia nem por isso me sinto na obrigação de ser um mc, mas como diz o Mc Baga – “...não seja um tolo que só idolatra, de mãos atadas sempre acaba sem nada...” - E a cada dia venho me reciclado e jogando fora muita coisa que não presta. Mas, deixa rolar... saca só que fita:

- O “mc”: E ai Johnny!

- Eu :Cole?

- Você é mc né? Canta rap e tem um grupo né?

- Não irmão, essas paradas é pra quem tem o dom, e isso é raridade

- Porra! Pensei que tu cantava e pá...fica ai pagando de rapper, rsrsrs...

- Nunca paguei sangue bom, só me identifico com a parada e colo nos sons

- Que nada tem que ter atitude e mandar a rima, fazer letra é fácil tio

- De boa to ligado da colé, mas minha cara é outra um dia meus bagulho vai vira

- Porra, fiz uma letra louca hoje, é assim...pera!

- Manda ai vai, o pivete faz o beat box aqui

- “Sangue, arma, playboy vou te roubar e levar o seu pisante...”

- Louca mermo!Que estilo é seu rap?

- Man, minha parada é revolucionaria, falo de um monte de parada, é bem agresivo

- Sei, bem diferente então, nunca vi nada assim isso é inovador parceiro

- Faço isso numa facilidade da porra man, todo dia faço uma letra

- Isso deve ser um dom, aproveite!

- Lógico né man!

- Vou me sair agora, vou comprimentar os irmãos das ruas ali

- De boa, se quiser fazer uma letra comigo é nóis, tô ligado que você é inteligente

- Tem que ter o dom, tem que ter o dom!

E dose, por um lado vejo que é bom ter uma grande gama de mc’s e grupos de rap, mas por outro aspecto ter que encarar com uns comédia que toda mão que tromba com você só gasta na parada de rap, só fala de rap, só diz que tá produzindo um som bala, tá com um beat de fuder e sampleou um som das antigas que ninguém tem só ele. Isso me fode, dá vontade de matar esses caras. Num vejo originalidade nem profissionalismo na parada, cada um quer seu pedaço no bolo, mas não fazem por merecer. Shift + Delete, ai fica tudo lindo!



sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Coisas das ruas

Um dia de bobeira em casa bateu uma dessas nóias e eu decidir sair para contemplar a noite nas ruas de Salvador, adoro fazer isso, tomei um banho, coloquei uma roupa, coloquei no bolso: a identidade, camisinha e umas moedas. Com os fones no ouvido coloquei um som que representasse fielmente as ruas, ai escolhi ouvir O Pacto – Mc Baga e Mc Filó, e na seqüência deixei bombar nos meus ouvidos a Mix do Gutierrez. Decidir ir ao centro sair andando com um destino prévio, porém mutável a qualquer momento, vou caminhando pela avenida sete, tava mô deserta, paro em frente ao Banco do Bradesco para deixar um Tag. Quebrei a esquerda e na seqüência a direita, pronto tô na Carlos Gomes, olho pro lado e vejo a Bomb Bahia e seu muro todo grafitado, fico admirando a arte dos grafiteiros de plantão da city... Continuo a caminhada e imaginando o que estará ocorrendo nas diversas casas noturnos que ali existem, vejo a movimentação de vários tiozinhos e boyzinhos, nos mais variados carros, numa dessas casas vejo na portaria uma contemplação, momento de gargalhadas entre o segurança e duas mulheres, que se divertem tentando seduzir um tiozinho. Ainda na Carlos Gomes passo em frente ao fliperama e decido jogar uma pouco de The king, cato as moedas no bolso e pego uma ficha, que é o suficiente para me distrair ainda mais... No fliperama tinha um moleque vendendo doces, mas não comprei nada, e fiquei imaginando, um pivete menor de idade por volta das 22:30h ainda com sua guia vendendo doces, bem louco isso, mas logo cai na real porque cada um vive como pode, não podemos nos preocupar com tudo, caso contrario não vivemos.

Nessa caminhada cheguei ao pelourinho, a movimentação estava mortiça, ai logo comprei dois cigarros e sentei-me num dos bancos da Praça da Sé, fiquei ouvindo um som e fumaçando olhando o que estava a minha volta, e não demora muito aparece uma mulher toda produzida com salto alto, maquiagem forte e com uma bolsa nada discreta me perguntando se eu não queria me divertir, pensei rapidamente e respondi – é tudo que eu quero nessa noite daí ela deu um largo sorriso e sentou-se ao meu lado, mas desenganei logo na seqüência ­eu to de onda tia, não é a minha cara isso, daí ela ficou seria e levantou-se do banco. Dei mais um tempo e resolvi ir embora, só na hora de ir embora que caiu a ficha, voltar andando vai ser osso, pensei num taxi - só pensei mesmo - mas nem dá não tenho grana nem pro ônibus quanto mais... Fui na fé, e resolvi ir pela Avenida Sete, porque é menos movimentada, e logo no Largo de São Bento avistei de longe três meliantes, dois adiantaram o lado assim que me viu e o outro atravessou a pista, pensei em evitar o confronto e retornar, mas o meus instinto sempre fala mais alto e me faz encarar esses desafios, continuei a andar com a atenção redobrada, passei pelo primeiro na tranqüilidade nem olhei pro lado, porém tinha mais dois logo a frente, fui andando e os dois vieram em minha direção e o terceiro veio por traz na maior agressividade, num "flesh" pensei no que tinha acontecido com Spok, o moleque tinha encarado cinco que tentou fechar ele... Então, porque não vou encarar três? Partir pra cima deles daí começaram a latir ferozmente, e latiram pra valer, chutei um, corri, peguei uma pedra e lancei em outro, daí o terceiro parou de latir... Sai andando e só olhando pra traz, mas tá tranqüilo, só fiz suar a toa com aqueles vira-latas.

Nas mediações da Praça da Piedade trombei com um “maluco” que mora nas ruas, carregando uma caixa na cabeça ele me avistou de longe e foi logo alarmando gritando e ai man, chega ai, chega ai na moral, eu parei e perguntei, colé? Ele indagou você anda de skate é? Respondi que não. Ele tava querendo vender um tênis, me interessei, mas falei que estava quebrado daí ele me pediu qualquer grana, meti a mão no bolso catei as moedas tinha R$ 2,00, levei o bute. Peguei um saco na rua mesmo, porque sair naquela hora pelas ruas com um tênis na mão era pedir pra ser enquadrado, botei o tênis e sair na tranqüilidade. Cheguei em casa cansado e feliz pelo rolê, peguei o bute e fiquei apreciando, pisante louco, bem street, até hoje eu o uso.